O cálculo do bom mandato

Post enviado no dia 5 de setembro, 2017

A máxima de que um bom time começa por um bom goleiro também se aplica ao setor público. Uma boa administração começa sempre com um bom político-gestor. Mas para que o mandato, executivo ou legislativo, seja eficiente e reconhecido pelo eleitorado, é preciso que tenha avaliação significativamente positiva ou, ao final, em nada terá valido o esforço.

Assim, todo mandatário deverá atuar ao longo dos anos em três pilares principais: gestão, política e comunicação. Destinando esforço equivalente a cada um, ou seja, 33% do tempo e trabalho dedicados a cada pilar do mandato. Percentual que precisa ser levado em conta desde a montagem da agenda diária até o cronograma mensal.

No pilar político estão os momentos destinados a encontros com eleitores, reuniões com lideranças, busca por recursos, articulação com outros poderes para solução de problemas, além da viabilização da aprovação de projetos que favoreçam o próximo pilar: a gestão.

A gestão, propriamente dita, se dá pelo ato de execução das ações do mandato. No poder executivo, prefeituras e governos, este pilar é mais claro através das obras e serviços oferecidos à população. O percentual de esforço investido neste, conta também com reuniões de preparação, planejamento, avaliação do desempenho, vistorias, resoluções e delegação de tarefas. No mandato legislativo, a gestão dos parlamentares inclui a elaboração e debate de projetos, plenário, comissões, além da fiscalização dos processos e cumprimento das leis. Todas as ações da gestão devem servir de insumo para a comunicação, o terceiro pilar.

A comunicação precisa ser praticada sobre tudo aquilo que o mandatário está fazendo, planejando ou tentando fazer. Pois cada vez que ocorre um ato político, há um fato comunicacional. Não significa, contudo, que seja mais importante que a gestão ou a política. Mas sim que gerir é também comunicar. Tem a ver com a legitimação, antes mesmo do que o feito. As palavras usadas para articular uma política pública podem ter tanta influência quanto a própria política. Uma vez que a comunicação não é uma opção de eficácia, mas uma necessidade para ela.

Em um ambiente altamente competitivo, os políticos não somente têm que fazer as coisas melhorarem, mas também convencer a população que estão fazendo as melhores coisas com os recursos disponíveis. Não apenas “ex-post”, como ação publicitária, mas sim “ex-ante”, como ato legitimador. O pilar da comunicação tem ainda maior importância no atual contexto de tempos sociais curtos e processos de dissidência e controvérsia cada vez mais ativos.

Na avaliação final do eleitor, e conseqüentemente no voto, o resultado é produto da soma da política, gestão e comunicação. Portanto, o cálculo para o bom mandato deve estar sempre na cabeça do político-gestor. Se a equação dos 33% de esforço para cada pilar não esteja sendo executada corretamente, algo está errado e, muito em breve a conta será cobrada, no campo e nas urnas.

Por Leandro Grôppo

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