Entrevistas e reportagens sobre comunicação e marketing político

Os emergentes do marketing político

Post enviado no dia 25 de setembro, 2016

UOL Eleições 2016 – 22/09/2016

Estúdios cinematográficos, viagens, imagens feitas em helicópteros, efeitos especiais e profissionais contratados a preço de ouro eram até há pouco tempo parte das maiores campanhas eleitorais no país. No pleito deste ano, porém, a Operação Lava Jato, a crise econômica e a nova legislação eleitoral, que restringe doações e proíbe a contribuição de empresas, mudaram este cenário.

Saíram de cena grandes estrelas do marketing político brasileiro, desinteressadas em fazer o serviço por pouco dinheiro e sem recursos para produções grandiosas. Nomes conhecidos, como Duda Mendonça, João Santana, Nelson Biondi e Luiz Gonzalez não estão trabalhando, pelo menos oficialmente, nas eleições deste ano.

Com isso, abriu-se caminho para a ascensão de um “segundo escalão” de marqueteiros menos famosos –e, principalmente, mais baratos– que ganharam espaço na chefia de campanhas grandes em algumas das principais capitais brasileiras.

Em São Paulo, onde está o maior colégio eleitoral do país, com 8,8 milhões de votantes segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), são profissionais com este perfil que comandam as principais equipes.

De acordo com o que o UOL apurou com profissionais de quatro campanhas em São Paulo, uma no Rio e outros que não estão trabalhando neste ano, os ganhos destes profissionais, antes na casa dos milhões, em 2016 ficam entre R$ 100 mil e R$ 200 mil por mês de trabalho. De acordo com diversos profissionais ouvidos pela reportagem, as produções estão no geral pelo menos 40% mais baratas, com cortes que afetam também o salário de outros profissionais.

Pelas beiradas

O mineiro Leandro Grôppo é um bom exemplo do marqueteiro que ocupou espaços vazios e cresceu neste ano. Toca com sua equipe campanhas a prefeituras Brasil afora, a maioria em Minas Gerais. Grôppo conseguiu fazer um preço melhor e pegar muitos trabalhos neste ano de crise geral do mercado de marketing político. Apesar do crescimento do próprio negócio na atual conjuntura, o publicitário só tem críticas às novas regras eleitorais que, entre outras novidades, proíbe a doação de empresas e limita a doação de pessoas físicas a no máximo 10% da renda declarada no ano anterior.

Para ele, a situação favorece os candidatos ricos –um postulante a cargo público pode investir o próprio patrimônio–, que podem gastar com mais liberdade. “Com o cerceamento da comunicação, você acaba impedindo aquela liderança nova, que os eleitores querem, de aparecer para o público. O brasileiro não tem tradição de doar dinheiro do próprio bolso para políticos, que nem nos Estados Unidos. Quase ninguém vai doar”, avalia.

Para o professor de marketing político Emmanuel Publio Dias, da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), a legislação adotada neste ano será um teste. “Acho que vai limitar os excessos que vinham acontecendo em pleitos anteriores, mas ninguém sabe como vai terminar e se vai dar certo ou não”, diz.

“Houve nos últimos anos uma expansão inimaginável nos custos das produções e agora não vai dar para fazer tudo o que o pessoal está acostumado. Com menos dinheiro, as campanhas têm de ser mais talentosas, criativas e eficientes. Existia um desperdício de recursos muito grande.”

Fonte: http://eleicoes.uol.com.br/2016/noticias/2016/09/22/lava-jato-e-novas-regras-na-eleicao-dao-espaco-a-2-escalao-de-marqueteiros.htm

Campanhas eleitorais para prefeito e vereador começam

Post enviado no dia 15 de agosto, 2016

Jornal Correio de Uberlândia – 14/08/2016

A insatisfação com áreas como a saúde e educação deverão nortear as campanhas eleitorais neste pleito municipal. O debate também deve ser influenciado por pautas que vêm ganhando destaque nacionalmente, como a moralidade na política.

Contudo, o denuncismo também deve ganhar espaço. Os temas ainda terão menos tempo para serem abordados pelos candidatos a partir de desta terça-feira (16), quando inicia, oficialmente, o período de campanha eleitoral de 2016. Os 90 dias disponíveis em 2012 foram reduzidos para 45 em 2016. Além disso, o período de veiculação de propagandas em TVs e rádios também foi reduzido e caiu de 45 para 35 dias.

“As campanhas municipais são focadas nas realidades locais: serviços públicos, filas em postos de saúde, buracos nas ruas, falta de pontos de ônibus. Em cidades maiores, às vezes, há respingos de temas nacionais, que podem ser usados de forma secundária”, disse o especialista em marketing político, eleitoral e governamental Leandro Grôppo.

Em Uberlândia, um dos “respingos” que a oposição pode trazer para o debate político, ainda na avaliação de Grôppo, é o desgaste da imagem do PT, partido do prefeito Gilmar Machado. “Ele [Gilmar] foi eleito, em 2012, com a bandeira de que tinha porta aberta na Presidência, mas não conseguiu usar isso ao longo da gestão. Para piorar, há o desgaste do partido e o prefeito não trabalhou para desassociar sua imagem, até mesmo por ser da ala histórica do PT”, afirmou.

Corpo a corpo

Segundo especialistas, os candidatos devem apostar mais na propaganda corpo a corpo na hora de pedir votos. Isso porque, além da diminuição do período eleitoral, os candidatos ainda terão limitações para gastos e doações, que estão restritas a pessoas físicas.

É com base nesse quadro que o especialista em marketing político, eleitoral e governamental Leandro Grôppo afirma que, em 2016, os candidatos terão de gastar muita sola do sapato para conquistar, ou reforçar, o voto do eleitor. “A campanha deste ano será curta, tensa e a mais sem recursos dos últimos 20 anos. O candidato vai ter que caminhar muito, falar muito, mas ter um foco correto, porque o tempo é reduzido. Por isso, é importante a estratégia, para saber onde falar e o que falar.”

Internet

Dada a largada, a partir de terça-feira (16), candidatos irão às ruas, canais televisivos e redes sociais para o festival de pedidos de votos. Neste ano, a lei eleitoral proíbe a distribuição de brindes, como camisetas e bonés, a realização de comícios com shows de artistas, remunerados ou não, e a propaganda eleitoral por meio de outdoors, mesmo os eletrônicos. Também está vedada a pintura de muros e a instalação de placas, bonecos e faixas em vias públicas.

Por outro lado, o uso de carros com som está autorizado das 8h às 22h, desde que se respeite uma distância de 200 metros de prédios públicos, escolas e hospitais. Folhetos com propagandas para candidatos a prefeitos devem deixar de forma explícita a coligação de apoio, enquanto para vereador é necessário apenas a identificação do partido.

A propaganda em redes sociais está autorizada, desde que não seja paga. Também é permitida a veiculação de propagandas em mídias impressas, no limite de um oitavo de uma página de jornal, ou um quarto de página para revistas ou tabloides. E é obrigatória a divulgação do valor pago pelo espaço.

Fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br/cidade-e-regiao/campanhas-eleitorais-para-prefeito-e-vereador-comecam-nesta-terca-feira/

Análise sobre discurso da presidente Dilma Roussef

Post enviado no dia 28 de julho, 2016

Jornal da Paranaíba – Rede Record – 27/07/2016

Análise do consultor político Leandro Grôppo ao Jornal da Paranaíba da TV Record, em reportagem sobre a entrevista da presidente Dilma Roussef à Rádio Educadora Jovem Pan.

Novas regras, novas estratégias

Post enviado no dia 16 de julho, 2016

MGTV 1ª Edição – Rede Globo – 11/07/2016

Entrevista concedida pelo consultor político Leandro Grôppo ao MGTV 1ª Edição, da TV Globo Integração, em reportagem sobre as novas regras eleitorais e suas consequências para as eleições municipais de 2016.

Novas regras facilitam manutenção de mandato

Post enviado no dia 13 de julho, 2016

Jornal Tribuna de Minas – 10/07/2016

Em meio a uma constante discussão acerca da crise de representatividade entre sociedade e classe política, os brasileiros voltam às urnas em outubro para escolher os responsáveis pelas conduções dos trabalhos executivos e legislativos no âmbito municipal. Uma vez mais, os eleitores têm nas mãos uma chance para reoxigenar a discussão pública das cidades, dando espaço a novas vozes. Oportunidade, contudo, que nem sempre é desfrutada, principalmente quando se trata das cadeiras legislativas. Em Juiz de Fora, o número de vereadores eleitos pela primeira vez (que nunca ocuparam o cargo) caiu de nove, em 2008, (47% dos parlamentares) para sete, em 2012 (37%). Especialistas ouvidos pela Tribuna apontam que as novas regras eleitorais, validadas pela minirreforma aprovada pelo Congresso e por resoluções assinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendem a dificultar a renovação dos quadros das câmaras municipais. Os desafios dos postulantes vão desde a captação de recursos até o pouco tempo para afiançarem seus nomes junto ao eleitorado.

Entre os elementos que devem dificultar a eleição de novos nomes está a redução do tempo de campanha, que, a partir deste ano, passa de 90 para 45 dias, entre 16 de agosto e 2 de outubro. “A redução do tempo dificulta ao eleitorado o acesso às propostas e projetos dos candidatos”, considera o consultor de marketing político Leandro Grôppo, da consultoria Strattegy. Para o profissional, tal característica tende a deixar a corrida por cadeiras no Legislativo “mais superficial”. “A ponto de o eleitor não saber ao certo quais são as opções e em quem está votando. Favorece quem já tem mandato, que acaba fazendo ‘campanha’ ao longo dos meses que antecedem s eleições – de forma legal, uma das atribuições do legislador é dar publicidade a suas ações . As novas regras dificultam a renovação das casas legislativas.”

Cavaletes e bonecos

Para os especialistas, outra regra nova – a que proíbe a utilização de cavaletes e de bonecos com propagandas de partidos e candidatos nas ruas e calçadas – também dificulta o acesso ao eleitor à imagem daqueles que buscam ser eleitos pela primeira vez. “Quando se fala em cavaletes e bonecos, logo se pensa naquele candidato que espalha sua publicidade por toda a cidade. Aquele que, de forma exagerada, coloca mais de 300 peças em uma rua. Porém, há o outro lado. Tal publicidade é importante para o candidato de bairro, por exemplo, que perde uma ferramenta para apresentar sua candidatura”, afirma Grôppo.

O consultor considera que a limitação do número de peças utilizadas por cada postulante – “no máximo 20 cavaletes para cada candidato, por exemplo” – tornaria o pleito mais equilibrado. “A proibição não afeta quem possui recursos, pois a força financeira sempre encontra uma forma de contornar as vedações.”

‘Ricos’ terão maior visibilidade

O novo modelo para a captação de recursos para as campanhas – que veda doações do setor privado – também é visto pelo consultor Leandro Grôppo como complicador para o sucesso daqueles que buscam uma cadeira legislativa pela primeira vez. “Ao contrário do que se esperava, as novas regras acabam por favorecer o poder econômico. Um candidato muito rico, que pode colocar recursos do próprio bolso, tende a ganhar maior visibilidade, da mesma forma que aqueles que já detêm mandatos.”

Grôppo, que já trabalhou com diversas campanhas em cidades do interior de Minas, acredita que haverá uma espécie de efeito cascata. “As campanhas de vereador se balizam muito pela disputa do Executivo. Uma campanha de prefeito mais pobre, significa maiores dificuldades financeiras para candidatos ao legislativo.” Com relação à captação de recursos, outra novidade está no limite de gastos. A minirreforma define que o TSE estipule um teto máximo.

Apesar de reconhecer a força da internet nos processos eleitorais, o consultor de marketing político Leandro Grôppo considera que a web não é uma ambiente próprio para a definição de voto, mas, sim, um espaço de militância. “A internet facilita e, com tantas proibições, acaba sendo o que resta. Por outro lado, o brasileiro não acessa a internet par a ver política. Quem faz isso é a militância. Assim, uma vez mais, o mais importante nesse pleito será a sola de sapato, a saliva e a estratégia”.

Inserções

À parte a redução do tempo de campanha, o fim do bloco com os candidatos a vereador no horário eleitoral gratuito de rádio e TV – a partir dessas eleições os postulantes à Câmara terão direito a 28 minutos diários de inserções ao longo da grades de programação – é visto por Grôppo como um ponto positivo das mudanças válidas para o atual pleito. “Aquele ‘blocão’ acabava sendo um show de horrores, com discursos muito semelhantes. Quando um ou outro se destacava era por questões alheias à discussão política, prejudicando o debate”, avalia Grôppo.

Fonte: http://www.tribunademinas.com.br/novas-regras-facilitam-manutencao-de-mandato/ 

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